venerdì 22 aprile 2011

À procura por Paula

Fevereiro de 2.010
    À procura de Paula
    A procura por Paula
    Paula, onde estás?

    Ao assistir a alguns episódios da série «Anos incríveis» em fins de fevereiro de 2.010, lembrei-me de alguém que há muito tempo conheci e por quem me apaixonei: Paula.

    Paula, que usava colante, minissaia e tênis. Paula, que tinha cabelos pretos compridos. Paula de olhos castanhos. Paula, pela qual fiquei imediatamente apaixonado.

    Lembro-me que tu quiseras jogar bilhar comigo e com outra pessoa em salão de jogos de antiga e não mais existente Associação Banestado de Caiobá. Lembra-te? Lembro-me de que foras tu quem tomaras a iniciativa de falar comigo e com a outra pessoa. Lembro-me do teu olhar, Paula. Lembro-me que me declarei a ti, Paula, mais de uma vez como jamais voltei a fazê-lo. Lembro-me de estar sentado a olhar-te fixamente nos teus olhos. Lembro-me de que noutra ocasião tu estavas a jogar pingue-pongue e eu então te dissera que iria embora em certo dia. Lembro-me de ter-te visto outrora, de dentro de um automóvel de nossa família, nas proximidades do aeroporto do Bacacheri, em Curitiba. Isso tudo ocorreu em verão de 1.983, há muito, muito tempo atrás. Após quase vinte e oito anos, lembrei-me de ti, Paula. Bem, antes tarde do que nunca, como se diz. Passou-se muito tempo e agora tudo veio à tona. Onde estás, Paula? Parece que foi ontem que te vi, que te amei.

    Tu foras a minha primeira grande paixão. Será que, após todo esse tempo, haveria novamente aquela fixação e paixão imediatas de um pelo outro? Bem, nunca se sabe. Fomos sinceros uma para com o outro sem dizer uma palavra sequer.

    Tais lembranças deixam-me ao mesmo tempo feliz e triste. Feliz porque foi algo que jamais sentira eu até então. E que jamais esquecerei. Triste por ter te perdido, Paula. Nunca sentira e jamais senti algo tão intenso por alguém, exceto por ti.

    Mal nos conhecemos, mas eu verdadeiramente te amei. Penso se tu não serias a minha «alma gêmea». Será que te reencontrarei algum dia para que seja eu feliz? Para que tu sejas feliz? Nesta vida? Noutra?

    Paula, por onde tu andas? Que fazes? És casada? Tens filhos? És feliz? Espero sinceramente que sejas e estejas feliz. Espero encontrar-te novamente nesta vida. Tu me evocas boas lembranças dos meus treze/catorze anos. Muito obrigado, Paula. Foi uma grande pena o desencontro. E continua a ser. Eu tentei, eu me declarei, eu me expus a ti. Deveria ter insistido mais e mais. Deveria ter te dito onde eu morava ou ter te dado meu número de telefone. Mas que burro! Estava a pensar eu o quê? Será que não os dei a ti? Creio que não. Ou será que sim? Mas eu fiz uma tentativa, eu me declarei, eu te disse que te amava. E disse que tu me amavas. Tu ficaras quieta, olhos nos olhos. Que lembrança!. Nunca fora eu tão espontâneo e sincero com alguém como contigo.

    Tudo talvez poderia ter sido muito diferente para mim e para ti. Lembro-me de ti com muito carinho. Talvez tenha sido um «namorico» de verão, mas para mim foi muito intenso e agora lembro-me de tudo como se fosse ontem!

    Paula, talvez tu não te lembres de nada disso, mas ficaria eu feliz de saber que tu te lembras ou lembraras de mim. Onde estás? Achar-te será difícil, mas nunca se sabe o que o destino pode aprontar. Talvez noutra vida. Ou nesta mesmo.

    Felicidades, Paula! Espero que estejas bem e que sejas feliz. De alguém que lembra de ti com carinho, amor e saudades.

    Beijos!

    Beto

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